“Fim de Linha…” [4-5/10/2014]

Fim de Linha…
Linha do Corgo (Vila Real – Régua)
4-5 Outubro 2014
A Linha do Corgo foi uma ligação ferroviária entre a Estação da Régua, na Linha do Douro, e a cidade de Chaves tendo sido inaugurada em 12 de Maio de 1906, com a chegada do comboio a Vila Real, e concluída a 20 de Junho de 1919, com a chegada a Chaves. O troço entre Vila Real e Chaves foi encerrado em 1990, enquanto a ligação entre a Régua e Vila Real foi desactivada para obras em 25 de Março de 2009, sendo totalmente encerrada pela Rede Ferroviária Nacional em Julho de 2010.
Desde a chegada da Linha do Douro à Régua, em 15 de Julho de 1879, que se planeou a construção de um caminho de ferro entre este ponto e a cidade de Vila Real, passando pelo vale do Rio Corgo, reconhecendo-se igualmente a necessidade de construir uma ligação ferroviária entre a Régua e a fronteira, passando pelas importantes localidades de Vila Real e Vila Pouca de Aguiar, as estâncias termais em Pedras Salgadas e em Vidago, e as planícies em redor de Chaves; esperava-se que a linha servisse, igualmente, a região de Verín, em Espanha, ligando-se à linha entre aquela localidade e Orense. Junto a Vidago, era idealizada o termino da Linha do Tâmega, fazendo-se assim a junção das duas linhas.
O processo de encerramento foi semelhante aos de outras linhas: fracas condições de transporte e da linha com horários e transbordos inapropriados que levaram a diminuição do número de passageiros; contrariou-se este factor encerrando a linha para modernização da via; Após alguns milhões gastos, a via ainda não estava totalmente modernizada e decidiu-se levantar a linha para impedir o seu uso indevido. Pretexto para o seu encerramento definitivo, esquecendo-se a história e o potencial desta linha inserido no Alto Douro Vinhateiro Património da Humanidade, declarado em Dezembro de 2001.
Atribuído por unanimidade, o prémio da UNESCO veio premiar a região vinícola demarcada mas antiga do mundo, decretada em 1976 por Marquês de Pombal, caracterizada por reunir as virtudes de um solo xistoso com a exposição solar privilegiada com as características ímpares do seu microclima em conjunto com o trabalho árduo do homem do Douro. A sua Paisagem evidencia três aspectos principais: o carácter único do território, a relação natural da cultura do vinho com a oliveira e a amendoeira e a diversidade da arquitectura local. Contudo, a zona classificada é representativa da diversidade do Douro, uma vez que inclui espaço do Baixo Corgo, do Cima Corgo e do Douro Superior.
Programa:
Dia 4
9:45 – Ponto de encontro na antiga estação de comboios de Vila Real;
10:00 – Início da caminhada em Vila Real;
14:00 – Almoço volante – Carrazedo;
18:30 – Chegada à Régua
19:00 – Condutores regressam a Vila Real para levantar carros
20:30 – Jantar
Dia 5
09:00 – Caminhada pela Régua com vistas para Douro
12:00 – Caminhada pelas vinhas da Régua
17:00 – Fim de Actividade
Descrição:
Dia 4 – Percurso de pequena rota com extensão aproximada de 25 Km, não marcado, de grau de dificuldade reduzida, com desnível quase sempre negativo.
Os caminhos a percorrer serão essencialmente de terra batida pelo local onde outrora existia a via férrea e na própria via férrea (balastro).
Perspectiva-se, tendo em conta as condições descritas e caso as condições atmosféricas sejam favoráveis, que se faça uma média de 3 quilómetros por hora para que o trilho seja completo. O final do percurso será na Régua, junto ao rio Douro.
Pontos de Interesse: rio Corgo, rio Douro, rio Tanha, aldeias, apeadeiros, vinha e olival.
Dia 5 – Percurso de pequena rota não marcado, aproximadamente de 10 quilómetros, por calçada urbana e por entre vinha e olival.
Pontos de Interesse: rio Douro, Régua, vinha e olival.
Durante o percurso aconselha-se ao uso de proteção contra o sol e boa hidratação, pois o vale é fechado, quente e com escassez de sombras.
Uma parte do percurso pode não tem cobertura de rede de telemóvel.
Equipamento:
- Aconselha-se, tendo em conta o tipo de piso, a que se use botas de montanhismo ou sapatilhas de sola dura.
- Protecção solar;
- Máquina fotográfica ou de filmar;
- Binóculos;
Alimentação:
Durante o dia a alimentação será volante e baseada em sandwiches, barritas, bolachas e afins. Durante o percurso iremos passar próximo de aldeias mas não é garantido que se encontrem lojas de restauração ou para compra de mercearia pelo que deveremos levar todos os mantimentos logo na partida.
É obrigatório levar água e/ou outros líquidos.
No final do dia e início do segundo dia poderemos reabastecer na Régua.
Dormidas:
A pernoita será feita na Régua, em turismo rural ou pensão mediante a evolução das inscrições. Os custos estão incluídos no preço final da actividade.
Há a possibilidade de acampar a 20 minutos da Régua (Lamego).
Os interessados que optem por esta alternativa terão desconto nos custos da actividade.
Inscrições:
Actividade limitada a 10 inscrições, sendo a data limite o dia 2 de Outubro;
- Custo para sócios: 25 €
- Custo para não sócios: 35€
- Participação apenas num dos dias (sem pernoita): 8€
Os custos de inscrição englobam enquadramento na actividade, dormida e seguro;
Todas as inscrições e dúvidas devem ser enviadas para o mail montanhismo.vn@gmail.com.
Seguro:
É obrigatório possuir seguro para participar nesta actividade e está incluído no preço da actividade. Caso já tenha seguro com a Vento Norte no ano de 2014 será descontado o valor 4 € (sócio ou não sócio)
Transporte:
O transporte fica a cargo dos participantes, havendo possibilidade de partilhar carro no sentido de a actividade se tornar mais sustentável e diminuir os custos da deslocação. Caso esteja interessado envie mail à Vento Norte.









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